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Governo espera inflação próxima a 5% e destaca "incertezas" no ambiente externo


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou as projeções para 2025 e 2026. No Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira (19/3), a equipe do ministro Fernando Haddad destaca incertezas no cenário internacional como o principal motivo para a mudança. Segundo as projeções, a inflação deve crescer além do esperado e a atividade econômica tende a desacelerar no segundo semestre deste ano.

 

No caso do PIB, a SPE manteve a projeção para 2025 em 2,3%, apesar de indicar um crescimento mais forte no primeiro trimestre. Na avaliação da equipe econômica, após crescer 1,5% nos primeiros três meses do ano, o PIB deve ficar próximo da estabilidade no segundo semestre. Por setor produtivo, a projeção é de expansão de 6,0% para o setor agropecuário em 2025, de 2,2% para a indústria e de 1,9% em serviços.

 

Na análise, a desaceleração em relação a 2024 é uma tendência devido à redução dos estímulos vindos dos mercados de crédito e trabalho em virtude de juros mais elevados, além de incertezas maiores no ambiente externo e volatilidade causada pela guerra comercial impulsionada pelos Estados Unidos, sob o comando do presidente Donald Trump.


IPCA
Já a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano foi revisada de 4,8% para 4,9%, com alterações menos substanciais no cenário esperado para a inflação. Segundo a SPE, a expectativa é que até o fim do ano haja desaceleração nos preços de alimentos, estabilidade na inflação de serviços e aceleração no grupo de bens industriais.


Sobre os alimentos, a inflação acumulada regrediu de 8,2% em dezembro para 7,1% em fevereiro. Nesse período, a equipe econômica destaca que produtos como batata, banana e laranja — os alimentos in natura, de maneira geral — ficaram mais baratos. Em contrapartida, alimentos como café, ovos e carne de aves tiveram uma elevação maior nos preços ao consumidor final.

A SPE, no entanto, acredita que as medidas definidas pelo governo federal para conter a inflação dos alimentos podem ajudar a melhorar esse cenário, com o dólar encerrando o ano próximo a R$ 5,80 e a inflação de 2026 fechando em 3,5%.

Fonte: correiobraziliense